Instagram para fisioterapeutas

O que postar no Instagram sendo fisioterapeuta

Vinte posts que fazem a pessoa mexer o corpo antes de terminar de ler, a semana montada e as linhas da COFFITO. Saiu de 875 reels que a gente leu.

9 min de leitura Instagram · fisioterapeutas Atualizado em agosto de 2026

O que postar, em um parágrafo

Peça para a pessoa testar o próprio ombro agora, aí onde ela está. Compare um lado com o outro, ponha as duas mãos atrás da cintura, tente dez segundos numa perna só. Quem descobre sozinho que tem uma limitação vai atrás de quem mostrou, e isso não pede foto de paciente, foto de clínica nem promessa nenhuma.

O outro caminho, o do antes e depois com o paciente na tela, a COFFITO 532/2021 até permite com autorização escrita. Só que é documento que ninguém confere do outro lado da tela, e as vinte ideias desta página funcionam sem ele.

875

reels lidos, de 91 perfis, em agosto de 2026.

674 mil

de views num reel que só pede para a pessoa comparar a rotação de um ombro com a do outro.

0

fotos de paciente, de clínica ou de antes e depois em qualquer ideia desta página.

Os cinco conteúdos que uma conta de fisioterapia publica toda semana

O teste que você faz agora, aí em casa

Instrução, resultado, e o que o resultado quer dizer, em três slides. O teste indica que vale procurar avaliação, e nunca diz o nome de uma doença.

"Ponha as duas mãos atrás da cintura. Se uma não chega, o problema já é escapular."

O rótulo que todo mundo repete

Labirintite, tendinite, bico de papagaio, esporão. Nomes que circulam de boca em boca e travam o tratamento. O post tira o rótulo, não põe outro no lugar, e termina em avaliação.

"No Brasil quase toda tontura virou labirintite. Labirintite de verdade é rara."

O exame não explica a sua dor

A pessoa chega com um papel na mão e uma sentença na cabeça. Este post desfaz a sentença sem negar o papel, e é o oposto do que o mercado faz.

"Início de hérnia de disco no laudo, e você parou de treinar por causa disso."

O que eu compraria e o que eu não compraria

Almofada de sentar, andador, travesseiro cervical, cinta postural, palmilha de prateleira. Lista com o porquê de cada item. Critério, sem citar marca, e o item que faz mal entra com fonte.

"A almofada de sentar é a primeira da minha lista de não compraria. E olha o motivo."

O mecanismo por trás da lesão

Por que o tendão demora mais que o músculo, o que a imobilização cobra da articulação, por que dói de manhã e melhora andando. Duas fontes, uma delas de literatura ou de órgão.

"Tem uma parte do menisco em que quase não chega sangue. É por isso que ela não cicatriza sozinha."

De onde vem o alcance sem mostrar paciente

Os dois reels mais fortes da amostra são um teste de ombro e uma tontura que não era labirintite. Nenhum dos dois mostra paciente, clínica ou resultado. O segundo teve 830 comentários, quase todos de gente contando o próprio caso.

Dez carrosséis

Cinco a sete slides cada. O exemplo é o texto do primeiro slide.

01Teste em casa · 5 slides

O teste do ombro em três movimentos

Rotação externa, mão atrás da cintura, braço acima da cabeça. Um slide por movimento, comparando os dois lados. A diferença entre os lados é o que interessa.

Slide 1

"Para agora e testa: ponha as duas mãos atrás da cintura. Se um lado não chega onde o outro chega, continua lendo."

02Teste em casa · 5 slides

Levantar da cadeira sem usar as mãos

Cinco vezes, contando o tempo. O que o número mostra sobre força de perna, e o que ele não mostra. Sai com o cronômetro na tela.

Slide 1

"Senta e levanta cinco vezes sem usar as mãos, contando. Anota o tempo. No último slide eu digo o que ele quer dizer."

03Teste em casa · 5 slides

Até onde o seu pescoço gira

Olhar por cima do ombro, dos dois lados, com um ponto fixo de referência. Outra vez o que importa é a diferença entre os lados.

Slide 1

"Olha por cima do ombro direito. Agora do esquerdo. Um dos dois foi mais longe, e você já sabe qual."

04Qual a diferença · 6 slides

Tendinite, bursite e síndrome do impacto

Três nomes que vêm no mesmo atendimento e ninguém explicou. O que eles têm em comum, o que fica de fora de cada um, e por que o nome muda pouco a conduta.

Slide 1

"Você saiu da consulta com três nomes escritos num papel e nenhum explicado. Esses três são parentes."

05Mito ou verdade · 6 slides

"Bico de papagaio" é o quê

O nome assusta mais que a coisa. O que aparece no exame, o que costuma causar a dor, e por que os dois nem sempre andam juntos.

Slide 1

"'Bico de papagaio.' O nome é feio e assusta metade das pessoas que recebem o laudo. Olha o que ele é."

06Explicador · 6 slides

Os seus sintomas não condizem com o laudo

O papel diz uma coisa e o corpo diz outra. Por que a avaliação vem antes do exame, e o que fazer com o laudo que já está na mão.

Slide 1

"Seu exame apontou três coisas e a sua dor é em outro lugar. Isso acontece mais do que você imagina."

07Lista salvável · 7 slides

O enxoval que eu não compraria

Almofada de sentar, andador, cadeirinha de descanso. Um item por slide, com o motivo e o que serve no lugar. Critério, sem citar marca.

Slide 1

"Sendo fisioterapeuta, tem cinco coisas do enxoval que eu não compraria. O primeiro é o que mais ganham de presente."

08Mito ou verdade · 5 slides

Travesseiro cervical resolve?

O que decide a noite não é o formato do travesseiro. Qual altura importa, como medir a sua em casa e quando o travesseiro deixa de ser o problema.

Slide 1

"Você trocou de travesseiro três vezes esse ano. Antes de comprar o quarto, mede isso aqui."

09Qual a diferença · 6 slides

Gelo ou calor

A dúvida que todo mundo tem e sempre na hora errada. O que cada um faz no tecido, quando usar cada um, e por quanto tempo.

Slide 1

"Torceu o tornozelo agora há pouco: gelo ou calor? A resposta muda dependendo de quantas horas passaram."

10Passo a passo · 7 slides

A sequência de cinco minutos da manhã

Você acorda travado. Cinco movimentos, em ordem, com o motivo de cada um. É o carrossel que as pessoas mais salvam.

Slide 1

"Você acorda e leva vinte minutos para o corpo destravar. Esses cinco movimentos encurtam isso, na ordem."

Ter a ideia é a parte fácil. O problema é o tempo de criar.

Você abre o Studio, escolhe carrossel, post ou roteiro de Reels, diz o assunto, e o ZapPost monta a imagem e a legenda no seu nicho. Você revisa e publica.

Ver planos

Dez Reels

De quinze a trinta segundos. Nos testes, o corpo que aparece é o seu. O exemplo é a primeira linha na tela.

11Teste em casa · 15 s

Dez segundos numa perna só

O teste mais curto que existe, e o que costuma sair dele. A pessoa faz junto no primeiro segundo do vídeo, que é o que segura o reel até o fim.

Na tela

"Apoia numa parede e levanta um pé. Dez segundos. Eu conto com você."

12Teste em casa · 15 s

Agachar com o calcanhar no chão

Cinco segundos e a pessoa descobre o que trava. Onde procurar quando o calcanhar sobe, e por que nem sempre o problema está no tornozelo.

Na tela

"Agacha até o fim sem tirar o calcanhar do chão. Subiu? Então olha aqui."

13Mito ou verdade · 30 s

Nem toda tontura é labirintite

O médico falou, a família confirmou, o vizinho também teve. Labirintite de verdade é rara, e o reel diz o que costuma estar por trás sem dar outro nome no lugar.

Na tela

"No Brasil, quase toda tontura virou labirintite. E labirintite de verdade é muito rara."

14Mito ou verdade · 20 s

Esporão de calcâneo dói?

Muita gente tem e não sente nada. O que costuma doer no lugar dele, e por que o achado do raio X vira sentença sem precisar.

Na tela

"Apareceu esporão no seu raio X. Tem gente andando por aí com o mesmo achado e zero dor."

15Mito ou verdade · 25 s

Postura errada é a culpada por tudo?

Você já ouviu que senta errado. O que a pesquisa mostra sobre postura e dor, e o que muda mais que a cadeira nova.

Na tela

"Te disseram que sua dor nas costas é a sua postura. A pesquisa dos últimos anos discorda em três pontos."

16Explicador · 30 s

Início de hérnia de disco não é sentença

A pessoa parou de treinar por causa de um laudo. O que dá para fazer, e o cuidado que muda o resultado. Termina em avaliação, sempre.

Na tela

"Você leu 'início de hérnia de disco' e parou de treinar no mesmo dia. Espera."

17Número na tela · 20 s

Ressonância em quem não sente dor

O achado que aparece na maioria das pessoas depois de certa idade, mesmo sem queixa nenhuma. O número na tela faz o trabalho sozinho.

Na tela

"Pegaram gente sem nenhuma dor nas costas e fizeram ressonância em todo mundo. Olha o que apareceu."

18Explicador · 25 s

Por que o tendão demora mais que o músculo

Mesmo esforço, dois tempos de recuperação. O que muda na circulação de cada tecido, explicado sem prometer prazo para ninguém.

Na tela

"Puxou o músculo e em duas semanas estava bem. Puxou o tendão e três meses depois ainda incomoda. Tem motivo."

19Explicador · 20 s

Por que dói de manhã e melhora andando

O padrão que a pessoa já notou e nunca perguntou. O que o movimento faz nos primeiros minutos, em três frases.

Na tela

"Dói para levantar da cama e depois de dez minutos anda normal. Você já reparou nisso. Olha o motivo."

20Bastidor · 30 s

Como é a avaliação, sem paciente na tela

O que se pergunta, o que se testa e por que o exame vem depois. Tira o medo de marcar, com ninguém identificável no quadro.

Na tela

"'O que acontece na primeira consulta de fisioterapia?' Essa é a primeira hora, sem o paciente na tela."

As linhas que uma conta de fisioterapia não cruza

A COFFITO 532/2021 é a régua aqui. Ela permite imagem de paciente com autorização escrita, e ainda assim vale manter isso desligado: quem vê o post do outro lado não tem como conferir a autorização.

Nunca

  • Antes e depois de paciente, e imagem de paciente em qualquer forma.
  • Diagnóstico à distância. O teste indica que vale procurar avaliação e para por aí.
  • Conduta individual em post. "Exercício para quem tem hérnia" é prescrição.
  • Promessa de cura e prazo de recuperação.
  • Marca no lugar do critério, quando você falar de travesseiro, palmilha ou cinta.
  • Comparação com o tratamento do colega.

Sempre

  • Nome e CREFITO em todo post, inclusive nos reels de quinze segundos.
  • Fim em avaliação presencial, em todo post de teste e de rótulo.
  • Duas fontes em qualquer mecanismo, e no item que você disser que faz mal.
  • Critério, sem nome de marca, quando você falar de produto.

A semana, dia por dia

Sete dias é o cardápio completo. Três deles, toda semana, já rende mais que sete posts numa semana e silêncio depois. Antes de fechar quais três dias são os seus, vale ver como montar o Instagram de fisioterapeuta do zero, da bio à escolha dos Reels.

1

O teste que você faz agora

Carrossel passo a passo
2

O rótulo que todo mundo repete

Reel de mito ou verdade
3

O exame não explica a sua dor

Reel explicador
4

O que eu compraria e o que não compraria

Carrossel de lista
5

O mecanismo por trás da lesão

Reel explicador
6

Duas coisas que todo mundo confunde

Carrossel qual a diferença
7

Como é a avaliação, sem paciente na tela

Reel de bastidor

Os sete rodam sem uma foto de paciente.

O que escrever embaixo do post

A chamada do fim, na ordem que a gente mediu: da que mais gente responde para a que menos gente responde.

1

"Comenta se você conseguiu fazer o teste."A chamada dos testes, e a de maior resposta no nicho.

2

"Marca quem vive dizendo que tem labirintite."Para os rótulos que circulam em família.

3

"Salva para testar amanhã de manhã."Para as sequências e as listas de compra.

4

"Agende uma avaliação."Com CREFITO no post. Uma vez a cada três ou quatro posts.

Hashtag: nas 467 legendas de carrossel que a gente leu, em todos os nichos, a mediana foi zero. Ponha esse esforço na primeira linha da legenda.

Como aplicar isso na prática

Ideia é a parte fácil. O que decide a conta é você conseguir postar na semana em que a agenda está cheia.

  1. Comece por um teste. É o mais rápido de gravar: instrução, resultado, e o que o resultado quer dizer. Três slides ou quinze segundos.
  2. Rode a semana inteira antes de julgar. Sete dias, na ordem. Guarde os dois que as pessoas salvaram e comentaram.
  3. Nome e CREFITO em todo post. Inclusive nos reels. É a primeira linha que o conselho confere.
  4. Leia os comentários como pauta da semana seguinte. Cada "não consegui fazer o teste do lado esquerdo" é um post que você não precisa mais inventar.

O resultado varia por nicho e por consistência. Postar três vezes por semana durante meses funciona melhor do que postar sete vezes em uma semana e sumir nas seguintes.

Dúvidas comuns de fisioterapeutas

Posso postar antes e depois de paciente?

A COFFITO 532/2021 permite imagem de paciente com autorização escrita, então tecnicamente sim. Na prática vale deixar desligado: a autorização é um documento que ninguém do outro lado da tela consegue conferir, e o post continua no ar depois que a relação com aquele paciente acabou. As vinte ideias desta página foram escolhidas para funcionar sem isso.

O teste em vídeo pode dizer o que a pessoa tem?

Não. O teste mostra uma limitação e indica que vale procurar avaliação. No momento em que ele nomeia uma doença, virou diagnóstico à distância. A fórmula segura é a mesma dos reels que mais espalharam: mostra o movimento, mostra o que a limitação costuma indicar, e termina em "vale marcar uma avaliação".

Preciso aparecer em vídeo?

Nos testes, alguém precisa fazer o movimento, e esse alguém é você. Não precisa ser o rosto: mão, ombro, perna e pé resolvem a maioria. Os posts de rótulo, de laudo e de mecanismo funcionam só com texto em tela, e são metade desta lista.

Posso indicar marca de travesseiro ou de palmilha?

O que funciona melhor é dar o critério e deixar a marca de fora: a altura que importa no travesseiro, o que separa a palmilha de prateleira da feita para o pé da pessoa. Citar marca vira publicidade, e citar marca para dizer que o produto faz mal vira publicidade comparativa. O item que você disser que prejudica precisa de fonte.

Quantas vezes por semana eu preciso postar?

Três, na ordem da grade acima. Sete é o cardápio completo e quase ninguém com clínica cheia sustenta sete. Um teste por semana, saindo sempre, faz mais pela conta do que cinco posts numa semana e um mês de silêncio.

Como o ZapPost funciona para fisioterapeuta?

Você abre o Studio, escolhe carrossel, post ou roteiro de Reels, escreve o assunto ("o teste do ombro em três movimentos") e ele monta os slides e escreve a legenda na linguagem do seu nicho. Você revisa, baixa e publica. Nada é publicado sozinho, e nenhuma ideia daqui pede foto de paciente. Cancela quando quiser.

Chega de abrir o Instagram sem saber o que postar.

Um conteúdo pronto para fisioterapeutas sempre que você pedir, com imagem, legenda e hashtags. Você revisa e publica.

Cancele quando quiser. O resultado varia por nicho e consistência.